Reforço Escolar

O reforço escolar é um trabalho voltado para situações emergenciais, em que aluno está despreparado – e muitas vezes a família desesperada– e tem avaliações iminentes.

Não é forma que orientamos a estudar, já que nosso foco é a conquista de autonomia pelo aluno, mas recebemos vários alunos que nos procuram neste contexto: provas muito próximas e muitas dúvidas presentes.

Nesta situação, nossos professores buscam identificar a parcela do conteúdo que o aluno já conhece e trabalhar aquilo que não conhecem, sempre buscando entender o que faltou no processo de aprendizagem.


Com isso, em geral, há algum aumento no desempenho do aluno, mas o principal ganho é a clareza do que pode ser melhorado para que em uma próxima oportunidade o aluno esteja mais bem preparado para sua avaliações, conhecendo os temas que são apresentados em sua escola.

As aulas podem ser em domicílio ou em nossa unidade no Brooklin e contamos com equipe especializada, com professores que estimulam o interesse pelo estudar e promovem uma postura de estudante mais adequada.


Artigo sobre reforço escolar e tutoria pedagógica

Lendo a coluna de Rosely Sayão na Folha do último dia 18, paramos novamente para refletir sobre nosso trabalho: oferecer aulas particulares e tutoria pedagógica.

"Isso ajuda o aluno?" é a pergunta central. Ou remedia os sintomas de um estudante - e/ou uma família ou escola- sem postura adequada? Eis a questão incômoda que nos faz pensar sobre o que buscamos como educadores.

Quem procura aula particular - ou tutoria pedagógica, como preferimos trabalhar aqui no DAG - sente que o aluno não atinge na escola resultados compatíveis com seu potencial. Os pais que não acreditam no potencial de seus filhos dificilmente pagam por aulas particulares. Já os que pagam, o fazem porque já tentaram outros caminhos e não conseguiram os resultados esperados.

Mês passado recebi no DAG um novo aluno, cuja mãe, quase em desespero, se dizia cansada, perdida, sem saber se devia ser mais presente ou mais ausente, se partilhava valores com a escola do filho, questionando se deveria investigar algum diagnóstico no garoto… enfim, precisava de ajuda. O filho, simpático, articulado, dizia não gostar de estudar, mas fazia questão de citar suas boas anotações e tinha noção geral do que era discutido em aula. Mas suas notas do trimestre passado… entre 2 e 6,5, exceto o 10 em Artes. E as provas deste trimestre começariam em uma semana.

Situação de emergência: família em angústia e aluno com desempenho abaixo do que poderia ter, correndo risco de reprovação. Assim começam muitos de nossos acompanhamentos escolares.

É neste contexto que exercemos nosso papel de educadores. Às vezes, é verdade, "apagamos incêndio", transformando códigos ininteligíveis em informações que façam algum sentido para o aluno. Bom, se teremos um único encontro com ele antes da prova iminente, que este encontro sirva para que ele se sinta minimamente preparado e saiba como se preparar melhor para a próxima avaliação. Mas se tivermos um pouco mais de tempo, buscaremos entender as razões por que este aluno não se apropria de seu papel de estudante e mostrar aquilo que é capaz de fazer. Não é um trabalho cartesiano. Muitas vezes, são pequenas e valiosas conversas com a mãe - ou pai - em desespero que trazem as tais almejadas notas melhores. Mas o resultado do trabalho se vê quando o aluno ganha autonomia e se responsabiliza por seu dia a dia escolar.

Daniela Adachi - educadora, psicóloga e diretora do DAG Centro de Estudos há 15 anos - publicado in facebook.com.br/Dagestudos em 26/nov/2014